terça-feira, 25 de maio de 2010

PINHEIRAL -21-22-23-MAIO-2010

.
PINHEIRAL DE EX-ALUNOS
21-22-23-MAIO-2010

.

Por: Edson Osni Ramos (Cebola)

.
Por

E novamente fomos a Pinheiral!
Que coisa maravilhosa chegar àquela casa que tantas lembranças nos trás!
Chegamos na 6ª feira, 21 de maio, pelas 23 h.
Vários já haviam chegado antes – o Murilo (Veiga) tinha às 16:00 h, e as conversas estavam animadas, com sorrisos e lembranças.
Alguns de nós não nos víamos a bem mais de 20 anos. Porém, parecia que tínhamos nos encontrado ainda na semana passada.
Minha preocupação era de que os cônjuges e filhos, que não conheciam Pinheiral, não se sentissem a vontade. Pois dos “veteranos”, tinha convicção de que “estariam em casa”.
Mas, creio que todos ficaram satisfeitos com a atividade. E, talvez, os cônjuges e filhos puderam entender nossa alegria (e melancolia, as vezes), quando falamos em Pinheiral.
Na 6ª feira, ainda, fizemos a “reunião da noite”.
A casa está diferente, as acomodações são outras (muito melhores) e até mesmo a antiga sala de reuniões não mais existe (virou dormitório – assim como a antiga sala de jogos). Mas existe uma nova sala de jogos e reuniões, em uma estrutura construída no piso superior onde antes era o “poço”.
Fizemos a reunião em um ambiente físico muito agradável, onde antes eram os vestiários.
No começo da reunião, algumas piadas e alguns comentários desconexados, como sempre. Porém, a dinâmica do grupo foi tal que o pessoal passou a depoimentos, a colocações muito interessantes, externando a alegria do encontro e o que representava Pinheiral na vida de cada um de nós.
Foi emocionante!
Algumas lembranças de outros Pinheirais, com histórias e lendas que encantaram a todos. Mesmo com o Jorge dizendo que eu era “massacrador” de alunos, mas que isso era bom para o crescimento humano deles (não sei se ele estava me xingando ou elogiando – rsrsrs). E a Pulga, que emocionou a todos com suas palavras, também disse que eu “manipulava no bom sentido” a turma para a realização das atividades. Depois passou uns 20 minutos tentando me convencer de que o “manipulava” era algo bom (rsrsrs).
Durante a reunião, ganhei um “apito” – havia deixado o meu em casa , mas que fique bem claro que era desprovido da “cordinha”, lembram-se?!!
A reunião acabou com o Douglas (Narciso) tocando e cantando “Nas manhãs do Sul do Mundo”, do Grupo Expresso Rural, que fez parte de bons momentos de nossas vidas (Viva o Petry, o Marquinhos e os demais!).
Fomos dormir muito tarde, depois da carne assada na churrasqueira – Marcos (Colombi – esposo da Rosália) e Mauro (esposo da Sandrinha Portuguesa) foram os assadores.
Tantas eram as lembranças e histórias que, para muitos, o sono e o cansaço foram deixados de lado
O sábado amanheceu chovendo, mas não estávamos nem aí para isso, continuando as atividades.
O inusitado foi que pude proporcionar uma alegria a um querido amigo: o Fabinho (Shaeffer) foi quem me acordou – algo absolutamente inédito em todos os Pinheirais em que ele foi conosco. Entrou atabalhoadamente no nosso quarto gritando: “tá hora, como é que é?!”.
Acordei com a Bena (Beatriz, minha filha – 14 anos) dizendo: “pai, tira esse maluco no quarto!”
Depois do café, papos e mais papos. E uma sensacional partida de “escudo”, no ginásio, reunindo o grupo.
O destaque foi o Marcos, estreante em Pinheiral, esposo da Rosália. Seu sorriso sádico querendo atingir uma “bolada de meia” na gurizada foi sensacional (entenda-se por gurizada os adultos e mesmo as crianças que estavam jogando). Lembrava delicadas figuras do passado, como o Choxo e o Sapo.
Depois, um voley misto, com dois jogos que contaram com a participação de muitos pais e filhos.
E muito papo, muita conversa! Com gente andando (ou tentando) de perna-de-pau ou simplesmente olhando tudo aquilo.
O almoço foi o de sempre: carne assada de panela, salada de repolho com tomate, farofa e arroz com feijão. E estava ótimo. Inclusive o k-suco (o mesmo de sempre), formidável bebida ingerida pela primeira vez pela querida Desirée, uma das filhas da Adriana Füchter, que achava que era “suco de gelatina”. E que estava ótimo!!
A tarde, fomos até a Galícia. Alguns a pé, como sempre, outros de carro (como eu!). Compramos vinho, suco de uva e queijo, lá no Rubik, como sempre.
Estranha era a sensação da Ana Cristina (Rodrigues), que dizia para seu marido Gilson (Chicatto, estreante em Pinheiral): “antes tudo parecia tão grande e tão longe, agora parece mais perto e menor”.
Querida “crescemos”, seja lá o que isso quer dizer!!! Ahahah
Difícil foi o Frango (Rafael Zanelatto) explicar para a Patrícia (Mariot), sua esposa, por que comprou um frasco de vidro, todo estranho, com capacidade para 40 litros. Ele disse que era para colocar butiá. Amigo, quarenta litros de butiá?!!!!
Depois, velhos álbuns de fotografias e muitas outras histórias nos embalaram até às 18:30 h, quando lanchamos – cachorro quente (os tempos estão mudados realmente!). Claro que tinha também o indefectível “pão de casa” com mussi e queijo. Tudo acompanhado daquele café com leite de Pinheiral.
A noite, outra programação envolvendo a todos – adultos, jovens e crianças: bingo, com “prendas” levadas por nós mesmos.
Foi bem legal o bingo, com muitas risadas. E, ao final, uma breve reunião onde entregamos a cada família participante uma lembrança de Pinheiral – uma medalha com a logomarca de Pinheiral, gentilmente fornecida pelo Colégio através do Pe. Carlos, responsável pelas atividades em Pinheiral (o Ir. Evaldo continua lá, responsável pela casa).
Depois, um javalizinho assado (afinal era javali ou ovelha?! rsrsrs) por “esse que vos fala”. Na verdade, só levei e temperei a carne, quem assou mesmo foram o Mauro e o Beto Canto (que tinha ido comigo a Pinheiral apenas uma vez, em 1979, quando já não mais era aluno do Colégio).
Depois das cantorias, do dominó (continuo com meu sonho de perder um a partida de dominó em Pinheiral, mas não foi dessa vez – ahahah) e do truco, o pessoal foi gradativamente “apagando”.
O domingo amanheceu chuvoso novamente – não mudou durante todo o dia.
Mas, nossa programação continuou: uma caminhada ao fundo do pasto, passando por lugares tão presentes em nossa memória. O campo do presidiário está desfigurado – mudaram a topografia do local, com aterro e tanques para criação de peixes, que foram abandonados – era bem mais bonito. O “cemitério do presidiário” continua no mesmo lugar, bem como o riozinho onde a Pulga quase se afogou em julho de 1983 – foi salva pelo Frango e pelo Siqueira.
O “panelão” e o “vale do sabiá” não mais existem, totalmente desfigurados que foram.
Seguindo a caminhada, ladeando a floresta de pinus que lá foi plantada, os olhos do Silvio (Bleyer) detectaram, no meio dos pinus, uma cena bonita: cogumelos que pareciam os de “Alice no País das Maravilhas”. Lindos, porém venosos.
Passamos pela antiga “malha de agrião”, como dizia o Pe. Guido, indo até o “acampamento”. A bica de bambu não mais existe (eu não vinha a este local de Pinheiral desde 1987). Mas as folhas de “taiá”, para tomarmos água ainda crescem por lá. Claro que tomei água do riachinho usando as folhas.
Muita emoção, muitas lembranças. De fatos do passado, de amigos que não mais podem estar lá conosco – fisicamente, pois em espírito tenho a convicção de que estavam. Lá pensei no Joel (Fedelho), no Siqueira, no Cego (Maurício Floriani).
Conversei com o Otávio (Vaz) sobre isso!
Que saudade!!!
Voltamos da caminhada com uma chuva chata, a maioria de nós com a roupa suja de lama, mas, certamente, felizes!
Depois o churrasco do almoço de domingo. Que não é mais o Evaldo que faz, mas um empregado da casa. O Evaldo só olha! rsrsrs
Após o almoço, as fotos. Muitas fotos. Com muitas máquinas!
Talvez um dia inventem a internet, para que um ou dois batam as fotos “comuns a todos” e as repassem via sistemas de informática! rsrsrs
E havia chegado a hora de voltarmos.
Em grupos de quatro ou cinco carros o pessoal foi iniciando o retorno.
Fui o último! Ainda passei na casa da Dona Almerinda, que foi cozinheira da casa até 1984 – na época do “Seu” Lavinho, da Dona Maria e da Cecília.
Ela ficou muito feliz em me ver. Ela está com 76 anos e perguntou pelo Guimarães, pela Rute Blasi e pela Bete (suponho que seja a Kinceler).
E, como sempre, graças a Deus, chegamos em casa roucos, com dor em tudo quanto é músculo, com as roupas todas sujas e/ou molhadas, mas com aquele gostinho de “quero-mais”, que tantas vezes sentimos após um Pinheiral!

Valeu, amigos. Valeu Guto e Jorge, pela organização e empolgação.
Vocês são ótimos!
Agora, como disse o Caio, sempre teve o churrasco pós-Pinheiral. Então mãos-a-obra.
Para já começarmos a organizar (ahahah) o Pinheiral do ano que vem.

Para finalizar, perguntaram se Pinheiral é um lugar? Claro que não, é um “estado de espírito”!
Como sempre dizia o Débil (Fogaça), o “espírito de Pinheiral”!

Participaram do Pinheiral:
Guto Alpersted (Cogumelo), Graziela e Henrique;
Fabinho Schaeffer, Rejane (Lobo), Marina e Luiz Felipe;
Jorge Lima, Adriana, Maria Clara e João Pedro;
Edson Ramos (Cebola), Mariza e Beatriz (Bena);
Douglas Narciso e Karoline;
Otávio Vaz, Cleide e Gabriela;
José Roberto (Beto) Canto, Cléo e Rafael;
Gilson Chicatto e Ana Cristina (Rodrigues);
Adriana Füchter, Morgana e Desirée;
Cláudia Kalafatás (Pulga);
Rafael Zanelatto (Frango), Patrícia Mariot, Júlia e Gustavo (aniversariante do dia 21);
Mauro e Sandra Oliveira (Portuguesa);
Caio Salvino, Ana Paula, Carolina e Gabriela;
Aldo Nienköetter, Bruno e Thiago;
Marcos Colombi, Rosália e João Pedro;
Silvio Bleyer, Cláudia, Lui, Jorge e Gustavo;
Murilo Veiga.

E, durante o sábado, recebemos a visita do Arthur Simone e o Wallace Lobo (Valinho), que passaram o dia conosco.

QUEM NÃO FOI, PERDEU!!!!!

AINDA NESTA SEMANA COMEÇAMOS A PUBLICAR AS FOTOS!

domingo, 9 de maio de 2010

PINHEIRAL: palavra mágica

.
PINHEIRAL: palavra mágica
.
Pinheiral: palavra mágica para alunos do "colégio" (Catarinense).
Isso era um fato incontestável no final dos anos setenta e início dos anos oitenta. Claro que os pais não entendiam exatamente aquela mística do "pinheiral".
O que tinha aquele lugar que tanto fascínio exercicia nos alunos daquela época?
Talvez agora o fascínio continue o mesmo, porém nós, adultos e saudosistas, não consiguimos entender, tal qual nossos pais anos atrás.
Um ônibus de péssima qualidade, quando não um caminhão de "pau-de-arara" levava os alunos para a "colônia de férias" do colégio.
Um grupo de dirigentes que, não raras vezes, eram rudes e grosseiros (e isso inclui os veneráveis jesuítas que participavam do processo) coordenava os trabalhos. A comida era de qualidade no mínimo duvidosa. E as acomodações, como direi, precárias.
Mas, era uma atividade impregnada de um "espírito" que transcedia o "explicável", e que ficou impregnada na retina (e no coração) de muitos. E também em nossa memória afetiva.
Quem de nós, que conviveu com o Pe Guido Sthäl (Guidão) ou com o Pe. José Montenegro esqueceu dos mesmos? Claro que lembramos com carinhos desses gigantes jesuítas, que dignificaram seus sacerdócios! E, depois, não podemos esquecer do "ermão Evaldo", como diziam os "pinheiralenses".
Hoje, quando leio nos jornais notícias terríveis sobre a Igreja de Roma, sobre padres que não dignificam seus sacerdócios, lembro do Montenegro e do Guidão. Assim permaneço acreditando na humanidade!
Sou um misto de cristão e judeu, alguma coisa híbrida, mas creio em Deus. Não me importa o nome com o qual a gente se refira a Ele. Mas sei que se a gente pensar nos trabalhos realizados pelo Guido e pelo Montenegro, certamente pensaremos :"Deus existe!". E esses "caras" são representantes Dele junto a nós!
Fui a Pinheiral muitas vezes. Como aluno e como professor do Colégio Catarinense. Tive como referêncial, enquanto aluno, principalmente o Pe Guido, o Guidão. Mas também lembro com muito carinho de outros, que foram importantes em minha formação como indivíduo. De alguns, que foram como dirigentes quando fui como aluno, ainda lembro o nome. Os a época jesuítas, não sei se ainda permanecem: Pauli, Pedro Gomes, Atalíbio Schneider (o Ataliba), João Gonzaga, Balduíno, Salézio, Ivo Hoffmannn, etc.
De todos, lembro com carinho. Com alguns convivi mais, com outros, menos. Alguns, consegui manter contato tempos depois, como o grande Salésio. Um indivíduo absolutamente espetacular, com um coração enorme. Muitas vezes entrei em choque com ele, provavelmente ele não vai lembrar, se ler essas linhas, mas eu lembro com saudade. Muito aprendi com todos esses. Citei o Salésio porque todos diziam que eu era tão "grosso" quanto ele (que bobagem, sempre fui mais, rsrsrs!). Ele era aquele indivíduo que todos nós, adolescentes com doze ou treze anos, tínhamos como referência. Como o João Gonzaga era no que se referia ao esporte - meu ídolo no Colegial. Mais tarde vieram o Pedro Gomes, o Mira, que já faleceu, e outros.
Depois tive vários companheiros inesquecíveis, nos muitos Pinheirais que participei como professor do Colégio Catarinense
E aqui uma homenagem a Mariza, minha companheira desde 1981, quando casamos - na época ela, que foi minha aluno no Catarinense, tinha 19 anos e eu, 24. Sempre entendeu meu fascínio pelo Pinheiral - e sempre foi junto comigo, mesmo depois do nascimento de nossa Giselle, em dezembro de 1982.
Também minha eterna gratidão aos queridos amigos que auxiliaram na coordenação da turmas que levei como responsável. Além do Pe. Guido, os meus ex-alunos (e inesquecíveis amigos) Fedelho (Joel Gomes Filho - neto do Major Gercino, que deu nome ao lugar) e Siqueira (Paulo Roberto Siqueira), precocemente falecidos.
É impensável, aos participantes dos "Pinheirais" da segunda metade dos anos setenta e primeira metade dos anos oitenta, falar em Pinheiral e não lembrar deles.
Ainda cito outros "gigantes", que mantiveram o "espírito" do Pinheiral e que dedicaram muitos de seus finais se semana, mesmo após deixarem de ser alunos do Colégio Catarinense, a acompnharem alunos na atividade. Mesmo sem nenhuma remuneração financeira, mas pela alegria do trabalho em si.
Cito o querido Murilo Veiga, hoje médico geriatra, com um coração tão grande quanto seu tamanho, que muito participou dos "nossos" pinheirais. E, ainda, o Sapo (Gabriel Pereira Filho), a Grazi (Dias Alpersted), o Cogumelo (Carlos Augusto Alpersted = Guto), o Paulinho (Paulo Mussi), o Raulzinho (Gomes Filho - que de há muito não tenho contato), o Débil (Marcelo Galvão Fogaça de Almeida), o Giba, meu irmão - (Gilberto José Ramos), o Édio Assis Füchter (hoje empresário bem sucedido e campeão de rallye - que tem uma história memorável, de um tombo no dormitório, que um dia vou contar a vocês) e outros.
E não posso esquecer a história do então Frater João, hoje Pe. João Cláudio, diretor Geral do Colégio Carinense. Pois em (acho!) 1971 o (então) Frater João auxiliava o Pe. Guido em uma "turma de pequenos" em Pinheiral. Ficávamos de 27 de janeiro a 17 de fevereiro, só meninos. Eram férias inesquecíveis!
A turma era dividida em quatro equipes e havia um campeonato "de tudo". Desde futebol de campo (1º e 2º times), voley, basquete, futebol de salão (nada de futsal, para nós era futebol de salão mesmo - e não valia gol de dentro da área). Também havia "dedão", "ataque a casa", "acampamento", "caçador", "presidiário" e outros.
Pois na turma dos pequenos de 71, o vencedor do "Pinheiral" seria decidido em um jogo de basquete. Por incrível que pareça, se nossa turma vencesse o jogo final, contra a turma do Neto (Hipólito do Vale Pereira Neto), hoje um grande educador (pedagogo e diretor do curso de pedagoria da Udesc) por seis pontos de vantagem, venceríamos a competição de basquete e, consequentemente, o "Pinheiral".
Quando faltavam uns 10 segundos para acabar o jogo, estávamos dois pontos à frente e nossa equipe pediu "tempo". Vimos que havia, para nós, uma única chance. A bola estava conosco, em nossa quadra - os adversários haviam marcado cesta. Peguei a bola e, no tempo restante, fiz uma "cesta contra", empatando o jogo.
Acho que foi a única vez na história do basquete mundial em que alguém fez uma"cesta contra".
Claro que queria empatar o jogo e, na prorrogação - necessária em qualquer jogo de basquete que termina empatado - tentar ganhar o jogo com seis pontos de vantagem, e ganhar o "Pinheiral".
O Fr. João me expulsou - concordei: atitude anti-desportiva - deveria, então ser susbstiuído por outro da equipe, conforme a regra vigente.
Mas ele encerrou o jogo. Creio que foi o único jogo de basquete da história do esporte que acabou empatado.
Isso, só em Pinheiral!!!


A seguir, foto de "PINHEIRAIS" do querido Jorge Lima, dos anos 1982 e 1983!




Foto 1 - Pinheiral da Enchente - julho/83 - Atrás, da esquerda para a direita: Simone Espíndola, Roseana Rilla e Joyce Koerich. Depois, Kitty Alpersted, Aninha Berenhauser e (?). Na frente: Graziela Dias (Alpersted), Mônica Morro (Lemos), Karla Stefani (Cardoso) - com minha Giselle no colo, Giovana, Guta e Karoline.




Foto 2 - Pinheiral da Enchente - julho/83 - Maria Regina Borba, Roseana Rilla, Cláudia Ferro Kalafatás (Pulga), Guta Probst e outras . Por favor, ajudeno-nos a identificar as demais.

Foto 3 - Pinheiral - maio/83 - Joyce Koerich, Cristina Gadelha, Otávio Vaz, Graziela Dias, Stela Prats, Pe. Luiz Fernando e outros. Por favor nos auxilie: quem são os outros?





Foto 4 - na primeira fila: Zé Valério Medeiros, Simone Keller, Sandrinha (acho), Fabinho Schaeffer, Adriana Reitz, Joyce Koerich e Carlos Montenegro (Sabiá). Na segunda fila: Andrezza Wolff, Luiz Fernando Lazzarim, Flávia, Otávio Vaz e Marcello Oliveira (Marinheiro - Mery é a mãe!!).
Ainda na foto: Paulo Brincas, Roberto mello, Jorge Lima, Aldo, Carreirão, Mesquita, Cristina Gadelha e outros. Quem são os outros??





Foto 5 - Que saudade!!!






Foto 6 - Teatro em Pinheiral: Andréa Nauck (desde que saiu do colégio não mais tive notícias dela), Lóca (hoje é delegado no interior de São Paulo), Adolar (para onde você olhar sempre verá o Adolar, lembram-se?!!) e outros.




Foto 7 - esta certamente é do Pinheiral da Enchente. o Frango e o Pésão (Prof. Cesar Mauro Cardoso) coordenam a foto.



Foto 8 - Esta foto deve ser de 1982. Na foto: Daniela Ferrarezzi, Rosana Tarnowski, Andréa Nauck, Cláudia (Pulga) Kalafatás e Rosana Andreatta.







Foto 9 - Acho que a foto de de maio de 1983. Presidiário: Cláudia (Pulga) Kalafatás e (acho) Andréa Bonetti.






Foto 10- Como eram lindos nossos Pinheirais?!
POR FAVOR, ALGUÉM ESCREVA IDENTIFICANDO TODOS!!





Foto 11 - teatro em Pinheiral - provavelmente no Pinheiral da enchente - julho/83




Foto 12 - Pinheiral da Enchente - julho/83. Esta é uma foto para a gente guardar no coração.
Cláudia (Pulga) Kalafatás, Graziela Dias (Alpersted) e Adriana Reitz. No fundo, como sempre, Joel Gomes Filho (Fedelho).
















segunda-feira, 3 de maio de 2010

O MELHOR PINHEIRAL DE TODOS OS TEMPOS

.
O MELHOR PINHEIRAL DE
TODOS OS TEMPOS
Pinheiral da Enchente - julho/83
.
No dia do aniversário de oitenta anos do Pe. Guido (26/04/2009), fiquei conversando com a querida amiga e ex-aluna Silvia Schmidt sobre Pinheiral. Ela disse que foi muitas vezes a Pinheiral, sempre em turmas coordenadas pelo Pe. Guido. Embora tivesse sido minha aluna por dois anos, jamais tinha ido comigo. E disse que era porque sua mãe não deixava.
Fiquei pensando e cheguei a uma conclusão: provavelmente eu também não deixaria meus filhos, quando com quinze ou dezesseis anos, participarem de um Pinheiral comigo coordenando. Claro que comigo naquele tempo, com aquela idade.
A primeira vez que fui a Pinheiral, em 1970, tinha doze anos e era aluno do Catarinense. Participei de uma turma que lá ficou de 27 de janeiro a 17 de fevereiro, com a coordenação do Pe. Guido. Depois voltei muitas vezes, ainda como aluno do colégio.
A primeira turma que levei como professor do Colégio Catarinense, sendo responsável pela mesma, foi em 1978, quando tinha 21 anos.
Seguindo todas as orientações da direção do colégio, lá íamos nós, com uma equipe formada por mais jovens ainda do que eu. Como esperar que os pais, que não nos conheciam, deixassem, sem nenhuma “perda de cabelos”, seus filhos passarem lá um final de semana sob coordenação de pessoas tão jovens?!
Sem dúvida o Pinheiral mais espetacular, e mais perigoso, de todos foi o “Da enchente”, de julho de 1983.
Evidentemente era para ter sido cancelado, mais tudo conspirou para que acontecesse.
Uma semana antes tínhamos perdido nosso primo Marcos Wildner (12/07/83), ex-aluno do Catarinense, da turma de formandos de 81, falecido aos dezenove anos em um acidente automobilístico na avenida beiramar.
Esse Pinheiral seria o último do Luiz Fernando Rodrigues, na época frater jesuíta, que era nosso colega no Catarinense. Ele ia (como foi) fazer o curso de teologia em Roma e, certamente, ficaria muitos anos sem retornar a Pinheiral.
Após esse Pinheiral, somente voltei a ver o hoje Pe. Luiz Fernando em duas ocasiões: em um outro Pinheiral, em 1986 e em 1991, quando eu já não era mais professor do Catarinense. Tenho muitas boas lembranças dele!
Também seria um dos últimos do Geléia (Ewandro Araújo), na época ex-aluno do Catarinense (da turma de formandos 82), cuja família morava no Rio de Janeiro e era aluno do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica). O Geléia veio do Rio de Janeiro especialmente para o evento e, realmente, nunca mais foi a Pinheiral.
A turma estava motivada e as reuniões feitas deixaram o pessoal “pilhado”.
Porém, julho de 1983 é sempre lembrado como a época de uma das grandes enchentes de Blumenau e região. Que destruiu muitas casas e deixou muita gente desabrigada.
Também a região de Pinheiral (vale do rio Tijucas) foi afetada.
Na ante-véspera de nossa ida ocorreu um “dilúvio” na região. Na véspera, o Fedelho (Joel Gomes Filho), o Siqueira (Paulo Roberto) e mais um outro (acho que era o Frango) subiram com a missão de ver de era possível levar a turma. Como não havia telefone em Pinheiral (hoje já existe), eles deveriam, no dia em que subiríamos, sair bem cedo de Pinheiral e ir até Major Gercino. De lá telefonariam para minha casa. Conforme fosse, cancelaríamos a atividade.
O combinado era de que se eles não telefonassem, a viagem seria cancelada.
Pois antes das 7 h eles ligaram. Perguntei se estava chovendo e disseram que apenas tinha uma chuvinha fraca. No linguajar do Joel, “apenas uma garoazinha”.
Só que disse algo que me deixou preocupado. Por uma questão de segurança, tinham combinado com o Pe. Guido – que estava em Pinheiral – que iríamos de ônibus até São João Batista e lá pegaríamos um caminhão, lá mesmo de Pinheiral (do Orli) para o restante da viagem. Que não era para me preocupar, que tinham colocado bancos e uma lona no caminhão e que a viagem seria fácil.
E eu quis acreditar nisso, claro!
A Mariza e a minha filha Giselle iriam de carro adaptado para rallye (um Fiat 147), com o Pezão (Cesar Mauro Cardoso), na época professor do Curso Barriga Verde (pré-vestibular), e que já tinha ido conosco a Pinheiral em outras ocasiões. Como o Pezão era piloto, com bastante experiência em trilhas, fiquei tranqüilo (que loucura, na época a Gi tinha apenas sete meses!).
O Joel só não me falou que estava chovendo muito, que havia enchente em todos os lugares mais baixos e que corríamos o risco de ficarmos ilhados.
Disse ele, anos depois, que quando acordou (lá em Pinheiral) e desceu para tomar café, ainda escuro e chovendo muito, encontrou a Cecília (cozinheira da casa), que perguntou a ele se era para fazer almoço para a turma. Antes de responder (que achava que a turma não subiria), o Pe. Guido disse, com aquela voz de quem não admite ser contrariado (todos nós lembramos, não?! rsrsrs): “Cecília, faça comida para 44 pessoas!”
Era a senha. Imediatamente pegou o carro e desceu.
E, claro, contou a história de que a chuva tinha amainado.
No colégio a situação era horrorosa. Vários pais não queriam mais deixar os filhos subirem (hoje, acho que eles estavam com toda razão, na época quase briguei!). Uma mãe disse que eu tinha de cancelar a atividade, que se alguma coisa ocorresse a culpa seria minha.
Nem liguei (que risco, mô-Deus-do-céu). Como não apareceu nenhum diretor do colégio e o único jesuíta presente era o Luiz Fernando (que estava louco de vontade de ir), fomos embora.
Até São João Batista, com o ônibus da “enflotur”, pegamos muita chuva, mas estava tudo em ordem (já era asfalto). Já imaginava que de São João em diante (era estrada de chão batido - hoje tem asfalto até Major Gercino) a coisa não seria fácil.
Em São João fizemos a mudança para o caminhão. Falei com um conhecido lá, que morava em Major, e ele disse que talvez nós conseguíssemos!
Quase voltei dali mesmo!
Seguimos viagem!
Antes de chegar a Major Gercino o caminhão atolou duas vezes.
-"Desce todo mundo e empurra!", era a senha para mais uma festa.
Depois de Major ainda tem os vinte e quatro quilômetros de serra até Pinheiral.
Nem bem o caminão tinha se deslocado uns cinco, o motorista parou e disse que com aquela carga era impossível subir. Então vamos voltar, pensei, mas a Mariza e a Gi já tinham ido com o Pezão.
Um deles deu uma idéia: descemos uns quinze para subirmos a pé. Os demais continuam no caminhão. A maioria queria descer (acho que com medo da viagem). Mandei vários para o caminhão, com meu irmão Giba (Gilberto José Ramos, na época com dezessete anos). E lá fomos nós a pé (ou "de a pé", como dizem alguns).
Pegamos carona em uma carroça (parece piada!). Depois, mais caminhada e o grande susto: ao longe, andando em nossa direção, o Giba e mais uns três, completamente sujos de barro. Pensei que o caminhão tinha tombado. Tinha apenas atolado e eles estavam atrás de alguém que tinha um trator.
Lá fomos nós, agora empiriquitados no trator. O ônibus desatolou. Atolaria novamente no morro da Boa Esperança e no morro do Buião.
Havíamos previsto chegarmos a Pinheiral às 13 h. Eu e mais uns cinco chegamos (depois de outra carona, na carroceria de uma caçamba), lá pelas 16 h.
Pensei que a Mariza fosse me matar, de tê-las exposto aos riscos pelos quais passamos. Mas ela estava calma e achando que tudo havia acabado bem.
Mal sabia ela que nossa saga havia apenas começado.
Foi um Pinheiral maravilhoso e bem mais longo do que o previsto.
A chuva continuou.
Já imaginaram, quase dez dias em Pinheiral (era para ser apenas seis) sem energia elétrica?! Nunca uma turma fez tanta "programação cultural" como aquela. E nunca tanta gente ficou tanto tempo sem tomar banho!
Mas isto já é história, que conto outro dia.
Um abraço a todos que conviveram conosco naquele Pinheiral!
E a todos que um dia foram a Pinheiral!
E obrigado ao Pe. Guido, por todos os ensinamentos!
Prof. Edson Osni Ramos (Cebola)
A seguir, fotos da viagem, cedidas pelo querido amigo Jorge Lima.

Foto 1 - No caminhão, na ida: André Emílio Santos Sada.

Foto 2 - Com olhar assustado, Douglas Narciso. Ao lado, Jorge Lima e Cristiano Carioni. Por favor ajudem-nos a identificar os demais.

Foto 3 - Patrícia Mariot (hoje Zanellato), já com o chapéu do Frango (a coisa é antiga) e Simone Keller (hoje Füchter), ainda no ônibus. Na rua: chuva e mais chuva.


Foto 4 - Edson Cebola (parei de fumar no ano seguinte), Raul Cherem, Marcelo Galiberne Ferreira, Roger Faria (Biguaçu), Kaloline Meyer (será que agora posso chamá-la de Karolaine? rsrsrs), Rogério Cordeiro e Jorge Lima.



Foto 5 - Eduardo Chaves (Tabaquinho - que dificuldade lembrar o nome dele num dia em que estava conversando com sua mãe. Não ia me referir ao seu filho como Tabaquinho, claro! rsrsrs), Edson Cebola (a barba somente foi retirada dez anos depois, em 1993), Raul Cherem, Marcelo Galiberne Ferreira, Roseane Rilla, Joyce Koerich, Jorge Lima e Reitz (acho que é Rodrigo).




Foto 6 - ainda no ônibus, Alexandre Neves (primo do meu amigo João).





Foto 7 - Foto batida do caminhão: água para todos os lados.


Foto 8 - Que viagem!!


Foto 9 - O início da viagem de volta: novamente o caminhão! Agora seguido pelo fiat do Pézão.
Na foto, Luiz Fernando Lazzarim, Patrícia (com o chapéu) abraçada ao Frango (é realmente coisa antiga!), Roseane Rilla, Mônica Morro, Graziela Dias Alpersted, Roberto Melo, André Emílio e Reitz.





quinta-feira, 29 de abril de 2010

PREPARAÇÃO PARA O PINHEIRAL

.
PREPARAÇÃO PARA O PINHEIRAL
.
Segundo o Guto (Carlos Augusto Alpersted), parece que as vagas para o nosso Pinheiral já estão quase completadas. Que boa notícia, saber que o pessoal dos velhos tempos do Colégio Catarinense ainda guarda em si a alegria de poder ir novamente a Pinheiral!
Amanhã, 6ª feira, vamos ter uma reunião para a preparação da atividade. Como fazíamos sempre! Vamos nos reunir em minha casa em Rancho Queimado, com a presença do Frango (Rafael Zanelatto Jr.), com a Patrícia (Mariot) e os filhos, o Caio (Salvino), com a família, o Guto, com a Graziela (Dias) e o filho, o Leandro (Marcucci) e nós daqui de casa.
Claro que isso deixa uma pontinha de tristeza: uma reunião para Pinheiral sem o Joel (Fedelho) e o Siqueira?
Bem sei que nossos queridos amigos, que já se foram para o outro plano espiritual, estarão de alguma forma conosco. Em nossas memórias, em nossas histórias.
Bem sei que serão citados muitas vezes, tanto lá em casa quanto em Pinheiral.
Mesmo triste com a ausência de entes tão queridos, fico feliz em saber que eles deixaram para nós a única coisa que podemos deixar para os outros, quando partimos: lembranças, boas lembranças, lindas lembranças!!
Ainda há pouco, pensando em Pinheiral, vi algumas fotos no fundo de uma gaveta. E eram fotos de Pinheiral, de um que fizemos em maio de 1982. Creio que foi a primeira vez que minha filha Gi foi conosco.
Que loucura, levarmos um bebê de cinco meses a Pinheiral! Mas, quando jovens nos achamos poderosos. Tão poderosos que nos damos o direito de fazermos coisas que, depois com a maturidade, nos arrepiamos só de pensar. E se ela ficasse doente lá! Como faríamos, eu com 25 anos e a Mariza, com 20, para socorrê-la?
Mas, Deus sempre está conosco! E se Deus está conosco, quem há de ser contra nós?!

Foto 1 - Pinheiral - maio/83 - Graziela Garcia Dias (hoje Alpersted) com a minha Giselle no colo. Ao fundo, creio que são o Otávio (Vaz) e a Simone (Espíndola de Oliveira).


Foto 2 - Pinheiral - maio/83 - No campo do "presidiário" - hoje esse local foi modificado, estando descaracterizado.

Deitados na frente, da esquerda para a direita: Pulga (Cláudia Ferro Kalafatás), Frango (Rafael Zanelatto Jr.), Geléia (Ewandro Araújo - que mora há muitos anos no Canadá), Roseane (Rilla). e, de boné, Graziela (Dias Alpersted).
No meio: Patrícia (Mariot Zanelatto), alguém que não identifiquei, Giselle (Sada Ramos), no colo do Guto (Carlos A. Alpersted - Cogumelo) - os outros não identifiquei.
Atrás: acho que são o Douglas (Narciso), a Adriana (Reitz) e a Giovana.
Quem identificar os demais, ou se errei na identificação de alguém, por favor envie comentário para corrigir.


terça-feira, 20 de abril de 2010

NÓS DE VOLTA A PINHEIRAL

NÓS DE VOLTA A PINHEIRAL!

Estou muito feliz com a repercussão da idéia de irmos a Pinheiral!
Vários queridos amigos, que de há muito não vejo, entraram em contato e manifestaram interesse em ir. Ou lamentaram que não poderão estar conosco!
Um dos que mais chamou minha atenção foi o e-mail do Ewandro Araújo (Geléia), da turma de 1982. O Ewandro acabou o ensino médio no Catarinense e foi embora com a família, para o Rio de Janeiro. Em 1983 (julho) ainda foi a Pinheiral conosco - no Pinheiral da enchente, não sei se alguém ainda lembra, quando era para ficarmos 5 dias e tivemos de ficar 8. A maior parte do tempo sem energia elétrica. E o incrível é que todos adoraram!
O Ewandro é engenheiro formado pelo ITA (Instituto Tecnológico da Aeonáutica) e mora no Canadá há muitos anos. Raramente vem ao Brasil, e quando vem costuma nos privilegiar com sua visita.
.
Do Geléia recebi isto:
"Caro irmão Cebola:
Infelizmente a distância e a vida mais de estudante (velho) não vão me permitir o prazer de retornar a Pinheiral na agradavel companhia de velhos e queridos amigos. Infelizmente ainda não será desta vez que terei o prazer de mostrar a Madalena (minha esposa), ao Gabriel (que completa 10 anos no dia 4 de maio) e a Camille (agora com 7 anos) este lugar tão significativo do qual guardo as mais belas lembranças. As mudanças da vida (separação dos meus pais e ida para o Rio) me impediram de curtir mais, e com mais frequência, este lugar maravilhoso que Deus nos deu e de partilhar momentos especiais com pessoas que nem a distância nem o tempo foram suficientes para afastar do meu coração.
Que todo o nosso carinho e amor estejam com você, a Mariza e as "crianças" assim como com todos os que estarão reunidos neste próximo mês de maio no nosso amado Pinheiral.
Saudades do amigo
Ewandro Geléia"
.
Outro e-mail espetacular, da Patê:
"Oi Cebola, tudo bem ?
Soube que você está organizando uma ida a Pinheiral para maio e estoutentando me organizar para ir. Como estou morando no Rio, preciso deum tempinho maior para isso. Você já sabe se tem muita genteconfirmada ? Ainda estou vendo se os meus filhos vão ter prova nestesdias pois os dois estão querendo ir também.
Obrigada,
Patricia Carneiro Leão (Patê)"
.
Outro, do Daniel Uba, que tantas vezes esteve conosco em Pinheiral:
"Caro amigo, não vou poder ir ao Pinheiral pois to tendo a oportunidade de estar fazendo um mestrado em Santa Maria/RS e daí vai ficar brabo. Mas fiquei muito feliz e emocionado com a iniciativa e espero poder estar junto numa próxima vez. Transmita a todos meu abraço.
Pinheiral SEMPRE esteve, está e estará presente na minha vida!!
Um forte e fraterno abraço
Daniel"
.
Do Choxo (Luiz Fernando Flores):
"Puxa Cebola e Cogumelo, bem nesta data estou já inscrito num Congresso em Curitiba ... vou pensar se gazeio lá. Vou falar com a família e ver o que faço. O Wallace já tinha me falado do Pinheiral. A saudade daquele lugar é demais, ao mesmo tempo dá um frio na barriga pois sabemos que não vamos mostrar pros nossos filhos aquele Pinheiral que só nós conhecemos.
ERA MUIIIIIIIIIIIIIIITOOOO BOM DEMAIS!
Choxo-9"
.
Do Marcos Veiga:
"Cebola,
Meus olhos brilharam" e meu coração se encheu de saudades ao saber da oportunidade de vivenciar uma nova experiência em Pinheiral.
Ainda mais que dia 21 de maio é meu aniversário; mas infelizmente neste Pinheiral não vou poder ir. Será que vai haver uma próxima oportunidade para embarcarmos a Pinheiral ?
Abcs.,
Marcos Veiga Pereira"
.
Querido amigo, queira Deus que possamos ainda ir muitas vezes a Pinheiral.
E no dia 21 vamos cantar parabéns para você, lembrando de ti!"
.
Para a turma dos velhos tempos, uma foto de 1984.
Em pé, atrás, o Ildo (padre); (?); Piupiu (Gil) Odebrech, (?); Afonso Galinha Schneider; Marinheiro, Edson Cebola, (?); Spártaco Fogaça e Luiz Carlos Brasil.
Ainda reconheci o Débil (Marcelo) Fogaça, a Spoganitz, o Adolar (lembram do slogan: prá onde você olhar sempre está o Adolar - grande amigo!), a Andreatta, o Leandro Marcucci - atualmente minha filha Giselle, que na época tinha 1 ano, trabalha na mesma empresa que ele -
o Jorge Lima, o Chico Abreu, o Maurício (Cego) - que saudade! -, a Patrícia Mariot (hoje Zanelatto, esposa do Frango), o Lazzarim e outros. Provavelmente quem bateu a foto foi o Siqueira!
Que puder que identifique os demais!
Abraço a todos e até Pinheiral!
Edson Cebola

domingo, 11 de abril de 2010

VAMOS A PINHEIRAL

PINHEIRAL


Amigos, vamos a Pinheiral?
Pois bem, depois de inúmeras idas e vindas conseguimos uma data para subirmos a Pinheiral. Será um Pinheiral com a família: filhos serão bem-vindos.
O esquema será o mesmo de quando íamos. A casa está muito melhor preparada para receber grupos, entretanto, o espírito do Pinheiral permanece. Segundo o Guto (Carlos Augusto Alpersted, que é quem está na organização do evento - eu o auxilio), "obviamente nos damos alguns luxos, como cerveja e horários bem maleáveis, mas a sistemática das refeições é a mesma – aliás nisso também não houve mudança alguma. Espero que ainda gostem de ki-suco e salada de repolho".
As datas cedidas foram os dias de 21, 22 e 23 de maio (sexta, sábado e domingo). Não será ofertado ônibus: iremos de carro. Assim, cada qual fica responsável pela msua condução e poderá escolher o horário que melhor lhe convier.
Os preços já foram determinados pelo Colégio, estão incluídas todas as refeições e referem-se ao fim de semana:
Por pessoa: R$ 120,00
Crianças de 6 a 11 anos: R$ 60,00
Crianças até 5 anos não pagam.
Os pagamentos podem ser realizados com cheque em duas vezes: o primeiro cheque para 21 de maio e o segundo cheque para 21 de junho.
Extras como chocolates, biscoitos, salgadinhos, refrigerantes, "sucos", etc. não estão incluídos e devem ser levados para consumo próprio e/ou socialização.
As vagas serão preenchidas de acordo com a ordem bíblica: os primeiros serão os primeiros. As eventuais dúvidas serão solvidas pelo e-mail gutoalperstedt@yahoo.com.br assim como serão repassadas as instruções de pagamento.
Importante:
* As confirmações serão somente através do pagamento, não existem reservas.
* Vagas limitadas em 40 pessoas independente da idade.
* A medida que ocorrerem as confirmações, as comunicações/orientações serão restritas ao grupo.
Outro detalhe importante: não é permitido animais de estimação na casa em hipótese alguma.
Vai ser muito bom nos reencontrarmos!
Abraço a todos.
Edson Cebola

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ANDRE FREYESLEBEN

ANDRE FREYESLEBEN



ANDRÉ FREYESLEBEN FERREIRA, ou simplesmente André Freyesleben, como ele se apresenta.
Arquiteto, fotógrafo profissional, ambientalista (ecologista mesmo!, não daqueles que ficam nos botecos e somente "tem uma idéia para salvar o planeta" após ingerirem tonéis de cevada - se bem que ele ... rsrsrs).
Ex-vereador em Florianópolis (lamentavelmente "ex"!).
Um ex-aluno que virou meu amigo!
Lá por 2003, 2004, não lembro bem, em um 1º de janeiro, em torno de 23 h, estávamos em nossa casa (sítio) em Rancho Queimado quando chegou "visita". Um carro entrou na propriedade. Os cachorros latiram e fomos ver quem era, já que não é usual naquelas paragens uma visita aquela hora.
Pois com muita alegria vimos tinha chegado o Freysleben (e o Amin). Estavam passando por ali (na Invernadinha, distrito de R. Queimado, viram a placa da propriedade e vieram nos desejar "feliz ano novo". Traziam uma caixa de "chandon" (daquelas garrafinhas pequenas e já geladas - se bem que mesmo que não estivessem geladas, aquela altura não notaríamos - rsrsrs).
Na sequência jogamos conversa fora enquanto disputamos uma partida de bocha (provavelmente devo ter vencido, pois "meu sonho é perder uma partida de bocha lá em casa" - ahahah!!! Ou teria sido dominó?!
Foi uma agradável visita de ano novo!
Ontem recebi e-mails deste querido amigo, que trancrevo a seguir.

“Floripa, 25/02/2010
Grande Cebola,
Fiquei emocionado ao ver o blog de pinheiral por acaso! Tenho feito algumas pedaladas pelo interior de nossa região e estou programando uma de Pinheiral até São João Batista. Ao dar uma olhada no google cheguei no blog. Parabéns por manter vivas as nossas memórias de infância. Vou contribuir com o site! Vou mandar algumas fotos. Por enquanto estou enviando esta com baixa resolução que peguei na internet. Eu e minha amiga Potranca! Tinha o Tordilho, e...(falhou a memória). Minha homenagem aos nossos grandes amigos Cavalos! Que tanto nos ensinaram de auto-controle, coragem, equilibrio, aventuras e contato com a natureza!
Valeu! nos falamos em breve.
Obs: fiquei triste ao saber que os livros de atas sumiram... uma pena!
abs
André Freyesleben"
Foto 1 - Freyesleben montado na "Potranca" - a casa possuía ainda vários outros cavalos: Tordilho, Gateada, Índia, Casquinha, etc. Esta foto provavelmente é de 1975. (Nota do Cebola)

"Nessa época, eu chegava a passar duas temporadas de verão seguidas lá! Quando acabava uma turma eu ficava e só ia embora na outra! O pai e a mãe deviam adorar! Menos 1 dos três filhos homens para incomodar... E ainda voltava nas férias de Julho! Eu realmente ADORAVA Pinheiral e a magia da serra, o céu estrelado, o padre Guido ensinando a pegar rã no gramado atolado da casa, as cavalgadas com o Montenegro. O espirobol eu adorava... ai, ai... tempo bom e bem aproveitado! Não é a toa que virei ambientalista de coração...
OLHA SÓ A FOTO ANEXA QUE ACHEI NO MEU ARMÁRIO AGORA!!! JANEIRO DE 1975!!! AVENTURA RIO ACIMA...
Sou eu na canoa mas o autor da foto é desconhecido!"





Foto 2 - Freyesleben no riozinho que desagua formando a lagoa. Hoje este local está bastante modificado. (Nota do Cebola)



"Em anexo, foto PXB que tirei da Edna Toulouis Ganzo Fernandes!
Em cavalgada até os fundos da propriedade. Ano 1980. Lembro-me de ter organizado um Pinheiral misto da nossa turma do 2º cientifico (arquitetura).
Íamos com o Ir. Evaldo.
Eu fui o organizador. Em cima da hora o Evaldo ficou doente e nem apareceu no ônibus. Fomos embora sem ninguém nos acompanhando! Foi um Pinheiral memorável!!!!

Foto 3 - Edna a cavalo. Esta foto foi batida no "caminho para o Fundo do Pasto", como chamávamos, logo após o "Vale do Sabiá". Hoje estes locais estão completamente modificados e nem sei se ainda usam os mesmos nomes daquela época. (Nota do Cebola).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O ESPÍRITO CONTINUA

.
O "ESPÍRITO" CONTINUA
.
Para quem foi a Pinheiral nos "velhos tempos", é bom saber que o fascínio continua!
Claro que as pessoas são outras, as idéias são outras, mas o Espírito tende a permanecer.
E até algumas das velhas brincadeiras continuam, como o presidiário, o escalpe, o jogo de escudos, etc.
Continuam até as mesmas questões cretinas da gincana de domingo, lembram-se? Trazer um “seixo rolado”, “um quartzo róseo” e “uma flor de vaca seca”.
Claro que outras foram esquecidas, pois além do Siqueira ninguém mais iria querer trazer um porco vivo (na ocasião em que o Paulinho Mussi nocauteou o porco - soco na cara - do vizinho Ângelo Sens (1982).
Também não mais sabem o que é o “telefonema para o céu”. Não sei se ainda fazem o jornal mural e o teatro – do inesquecível jogo de truco de 1984, conde a dupla Débil-Fedelho, aos gritos de “milagre!” pegaram, de uma só vez, seis “gatos”. É, todas eram “manilhas” de “paus”.
Milagre mesmo!!! Ahahaha!!!
E o futebol da idade da pedra? Onde o consagrado Edgar (Gai) e o Dutschi surpreendiam.
E a partida que terminou empatada em tudo, sendo que após 10 de cada lado baterem os penaltes, sobraram o Ewandro (Geléia) de um lado e o Pille (Mário) do outro. Um queria saber “quem era a bola” e o outro “onde ela era ligada na tomada”. Mas eles foram lá e cobraram os penaltes (não lembro quem venceu). Eram dois indivíduos absolutamente cultos e “de grupo”, que mesmo sem noção de futebol, estavam lá, correndo e participando.
Lembranças, lembranças...
Certa feita estava apitando uma partida de futebol no campo da vila (agora tem o campo da casa), debaixo de chuva. Jogar na chuva é uma festa, porém, pior do que apitar a um jogo com chuva, só mesmo ficar de bandeirinha. E lá estavam o Siqueira e o Joel, “bandeirando”. Cada qual em uma metade do campo, porém os dois do mesmo lado. Fui perguntar o “por quê” disso e o Fedelho, na maior cara-dura, explicou que era porque estavam tomando uma mesma “laranjinha”. Claro que pedi um gole. E ela estava ótima, aquecendo por dentro uma barbaridade!! E junto, o indefectível “halls”, para os alunos não perceberem.
E os nossos passeios? Para a Galícia, a Cachoeira, os parreirais, etc.
A pé ou a cavalo, lá íamos nós!
Quanta saudade!!!

Foto 1 - Passeio a Cachoeira - 1979 - Na foto, a querida amiga Alicinha Rosa Damiani, filha do grande músico e compositor Luiz Henrique Rosa, posando para a posteridade. Poderooooosaaaa, não!?! Quem é a figura ao fundo?

E qual é mesmo a distância entre o ponto mais alto da cruz da capela da vila e o piso da mesma?
E o jogo de bilhar? Como explicar para as meninas que aquele jogo não tinha caçapas???
E os novatos que iam atender ao telefone? Ahahah!
Hoje isso ficaria sem sentido: tem telefone na casa!
E a inevitável pergunta: quem sabe datilografar? (acho que, hoje, os jovens nem sabem o que é isso!). Claro que quem sabia até datilografar saberia também limpar os banheiros.
E fazer uma “moldura” no bingo?
A luta de travesseiros no cavalete! Eduardo Reitz e Paulinho Mussi eram invencíveis.
As histórias no sótão, quando “maquiamos” o Meleca (hoje um consagrado professor universitário) e ele entrou no dormitório dos “falantes” e quase os matou do coração. O problema foi fazer o Meleca (Carlos Eduardo) subir até o sótão sozinho, antes da “apresentação”. Quem disse que ele tinha coragem para tanto?
Tem nego que jurava que quando ele tirou a maquiagem ficou mais feio ainda!
E a dupla Raul F. e Raul B.? Quando eles descobriram o código, quase apanhamos.

E, para matar a saudade, algumas fotos atuais, de indivíduos que continuam mantendo aceso o “Espírito de Pinheiral”, como o jovem ex-aluno do colégio e atual estudante universitário Lui Hollebem, que gentilmente enviou fotos mostrando que “a chama continua acesa”.
Abraço a todos e feliz 2010!
Edson (Cebola)



Foto 2 - Claro que a sacada também está muito diferente ...

Foto 3 - observem o piso do ginásio! É taco!!

Foto 4 - A Casa Iluminada - Pinheiral, quem te viu, quem te vê ...


Foto 5 - Marcelinho ,Pinta, Gudi, Edgar, Fejão e Lui (3D - 2008)


Foto 6 - "A famosa foto na escada" - Ronaldão, Augusto, Ramon, Meleca, Marcelinho,
Paulinho, Pedro, José , Kalil, Ana Laura, Marina, Pinta, Bárbara, Stephanie, Lui,
Gudi, Edgar, Fejão, Amanda, Tejo, Mariah e Luiza (3D - 2008)


Foto 7 - Ivo, morador do Pinheiral (será que é o irmão do Angelim?) - depois de muitas e outras...
(a rapaziada continua pegando firme!)


Foto 8 - cabo de guerra no riozinho - a tradição continua.


Foto 9 - presidiário ... Pena que o campo original e o cemitério não existam mais ...

domingo, 3 de janeiro de 2010

ÉPOCA INESQUECÍVEL

.
ÉPOCA INESQUECÍVEL
.

.De 2 de janeiro a 27 de janeiro e de 27 de janeiro a 17 de fevereiro!
Poucos se lembram dessas datas, mas para ex-alunos do Colégio Catarinense da segunda metade dos anos 60 e primeira metade dos anos 70, elas podem remeter a um tempo muito bonito de nossas vidas.
Pois, nessa época, eram as datas em que iam a Pinheiral, respectivamente, a “turma dos grandes”, coordenada pelo Pe. José Montenegro e a “turma dos pequenos”, coordenada pelo Pe. Guido Sthal.
É inconcebível aos tempos atuais que jovens (somente rapazes) de 15 a 18 anos passassem 25 dias das férias de janeiro em Pinheiral, desfrutando de um esquema de vida em comunidade onde não havia telefone, televisão e nenhum dos inúmeros dispositivos tecnológicos que nossos jovens de hoje acham que existem desde Adão e Eva.
E até 1970, a energia elétrica disponibilizada era obtida através de um gerador acoplado a uma roda d’água colocada no riozinho que deságua na lagoa.
Com um detalhe: o dispositivo só era acionado no período da noite, ou seja, durante o dia não havia energia elétrica alguma.
E, além da tensão ser bastante baixa (as lâmpadas acendiam bem fraquinhas), devido ao fato da roda ficar o dia todo parada, um lado da mesma ficava molhado (com a água passando) e o outro seco, de tal forma que, à noite, a velocidade angular da roda não era constante, aumentando e diminuindo, o que fazia as lâmpadas oscilar seu (pouco) brilho o tempo todo.
Não lembro se, na época, havia geladeira na casa (Se havia, devia ser alimentada por querosene).
Tínhamos um radinho à pilha, que ficava perto do “seu” Dionísio (pai do “seu” Lavinho, o caseiro que lá ficou até o início de 1985).
O “seu” Dionísio, na época, já havia passado dos oitenta anos, mas estava forte e firme, pitando um palheiro e fazendo balaios de cipó.
Para irmos do Colégio (Catarinense) até Pinheiral, viajávamos de “pau-de-arara. Um caminhão com toldo de lona e bancos de madeira bruta eram o máximo de conforto que desfrutávamos na viagem. E as orientações do Pe. Guido de “não olharmos para trás, se não vomitaremos tudo e mais um pouco!”.
Apenas até 1970 fomos de caminhão desde Florianópolis. Depois, íamos de ônibus até Major Gercino e lá fazíamos a baldeação para o caminhão que nos transportava pelos 24 km de serra.
Se a estrada entre Major e Pinheiral hoje ainda está uma tragédia, imaginem 40 anos atrás! Onde estão os tantos ex-alunos do colégio que muito foram a Pinheiral e que hoje são ou já foram autoridades nesse Estado – incluindo aí o ex-governador Esperidião Amin que foi a Pinheiral várias vezes?

Pinheiral - fevereiro de 1970 - passeio na Cachoeira
De pé: Sergio Luiz Bartzack, Vidal José de O. Ramos e Sérgio Opuski;
agachado: Edson Osni Ramos (Cebola).

E lá estávamos nós, disputando os mais variados campeonatos: futebol de campo, futebol de salão (nada do futsal de hoje!) – com 1º e 2º times em cada equipe (afinal, normalmente o pessoal era dividido em 4 equipes de até 12 meninos), basquete, vôlei, bocha – a cancha de areia era a “céu aberto” e as bolas eram de madeira, dedão e outros.
Vai ser difícil explicar aos “de agora” o que era o jogo de “dedão”. E mais difícil ainda é dizer por que ficávamos na fila esperando vaga prá jogar “dedão”!
Ainda tenho uma medalha de “dedão – 1º time”, que ganhei nas Olimpíadas do Colégio em 1969!
E tinha ainda o presidiário (dia de “ajustar” algumas contas!), o acampamento – algumas das táticas usadas foram antológicas, como mudar a posição da barraca para cima da pedra, lá perto da subida do morro do Buião ou Poionn, como dizia certo Frater que auxiliava na coordenação das turmas e que não posso dizer o nome, pois é a autoridade hoje – gente boa!
Aliás, alguns vão lembrar, foi esse Frater que conseguiu a proeza de terminar um jogo de basquete empatado, em 1972 – a nossa equipe precisava ganhar por 5 pontos para ser a campeã, quando estava em cima da hora, estávamos apenas 2 pontos à frente. Pedimos “tempo” e “um dos nossos”, ao ver que o jogo estava acabando, decidiu fazer uma “cesta contra”, empatando, para ver se na prorrogação conseguiríamos a vantagem necessária.
“Sua senhoria”, o juiz, foi implacável. Fulano expulso e jogo encerrado!
Ahahah.
Pe. Guido e um churrasco dos anos setenta.

Outra de acampamento inesquecível foi (creio) em 1973, quando nossa equipe montou a barraca lá pros lados da Galícia. Havia um caminho único para chegar ao acampamento, que era ladeado por diversos coqueiros. Foi solicitado a um grupo, onde estava um querido amigo (que por motivos óbvios não vou citar o nome – inclusive dei aula para um filho dele nesse ano de 2009), que nós chamávamos de “Maluco do Roçado”, que “ninguém deve passar por aqui”.
Pois à noitinha, um dos coordenadores (acho que era o Pedro Gomes – um jesuíta extremamente culto e muito participativo – gente boa mesmo!) foi levar alguma mensagem do Pe. Montenegro para nós. Advinha se não foi literalmente nocauteado pelo ativo vigilante. Que depois, ao ver quem era, tentava reanimá-lo dizendo, “foi o que disseram que eu devia fazer!”
Lembro de outros coordenadores que iam conosco – creio que todos, à época, eram jesuítas: o Pauli, o Ataliba (Atalíbio Schneider), exímio tocador de acordeom, o Ivo (Pe. Ivo Hoffman, gente boa, mas que também “achava” que tocava acordeom), o João Gonzaga, que jogava futebol de salão pelo colegial – campeão estadual juvenil em 1971– Rodolfo (Gugu), Humberto, (Mário) Guesser, João Gonzaga e Serginho Abraham – baita time!
E ainda o Salézio, que hoje não mais é jesuíta, mas que deixou sua marca como indivíduo de grande caráter!
E dos companheiros de turma, citar nomes é um risco muito grande, pois certamente cometerei injustiças. Mas, como se esquecer do amigo Ademir (dos Santos), que sempre ganhava a medalha de “melhor companheiro”.
E do Cabeça (Henrique Limongi), do Dago (Caon), do Biafra (Carlos Alberto Hemann Fernadez). E, ainda, Jorginho Brüggmann, Brezola, Luiz Aurélio Baptista – grande cantor, Viriato Cunha, Dalmir Filho, Marcelo Philippi, Hipólito do Vale Pereira Neto, Marcus Damerau, Vilmar Piazzera, Carlos Eduardo Schmidt, Luiz Irapuam Campello Bessa Filho, Sergio Vieira (Bico), Sérgio Luiz Bartzack e tantos outros.
Na época, tínhamos os “cadernos de atas”, onde, a cada dia, o “chefe do dia” tinha como função, além dos apitos e chamados para as atividades, redigir a ata sobre todas as atividades desenvolvidas.
Nas últimas vezes que fui visitar Pinheiral e, depois, quando estive (em 2009) no Colégio Catarinense, não encontrei os cadernos. Será realmente lamentável se esse material foi perdido!
Alguns desses que citei já se foram para outra esfera do plano espiritual. Outros, vejo-os de quando em quando.
Outros ainda, nunca mais os vi, mas temos a convicção de que plantamos algo que nos é inesquecível: a amizade, o companheirismo.
A alegria de jogar e disputar competições que não mais valiam do que alguns sorrisos.
E tudo isso graças à paciência e a vocação dos trabalhos de indivíduos abnegados, que doaram suas vidas em busca de um ideal: Pe. Guido e Pe. Montenegro.
Quando se abre um jornal e se assiste um noticiário na TV, não são poucas as ocasiões onde se relatam problemas ocorridos com padres da Igreja de Roma. Problemas terríveis! Indivíduos criminosos, que sob as vestes de um pretenso serviço de “amor ao próximo” escondem monstros que depois, não raras vezes, tem seus delitos acobertados pelas próprias autoridades eclesiásticas.
Certamente esses indivíduos nunca conheceram o Guidão e o Montenegro.
E nunca foram ao Pinheiral.

Ah, depois fui ao Pinheiral muitas outras vezes, como professor do colégio. Mas isso será um outro relato!

Abraço a todos.
Edson (Cebola)

domingo, 14 de junho de 2009

PINHEIRAL - ANOS OITENTA

PINHEIRAL - ANOS OITENTA


Semana passada, tive uma reunião com o amigo Carlos Augusto Alpersted (Cogumelo). Estamos agilizando a realização de um Pinheiral para os “meninos” e “meninas” do Catarinense do início dos anos oitenta (com nossas famílias, claro, para que nossos filhos finalmente acreditem em todas as histórias que contamos sobre muitos “pinheirais”).
Por enquanto estamos apenas nas tratativas junto aos responsáveis pela casa, não temos data mas a idéia é fazermos no segundo semestre deste ano.
O que acham da idéia?
Abraço a todos.
Edson Cebola