OITENTA ANOS DO PE. GUIDO
26-ABRIL-2009
Amigos, foi um dia maravilhoso!
Creio que o Pe. Guido adorou, pois sua emoção era clara!
Fiquei muito feliz em vê-lo agradecendo a homenagem, ele que muitas vezes não teve seu trabalho reconhecido dentro de seu próprio meio, o Colégio Catarinense. Mas que sempre foi adorado pela maioria absoluta de seus alunos. Que se tornaram seus amigos!
Pe. Guido, o senhor pode ficar certo de que jamais será expulso de nossos corações, sua lembrança será eterna entre todos nós. Que o amamos do jeito que o senhor é, com seus ensinamentos, seu sorriso, suas broncas e seus superlativos!.
Estava fazendo as contas, quando ele foi meu professor tinha trinta e oito anos (início de 1968). Era aquele cara grandão, sempre de batina, que tinha a capacidade incrível de me entender.
Quantas idas à sua sala, para brincar ou conversar!
Quantas vezes ficamos na fila para jogar dedão ou ping-pong!
Quando vejo a criançada de hoje brincar diante de um computador, sinto pena. Certamente eles não encontraram um Pe. Guido em suas vidas. E, claro, não tem a menor idéia do que é jogar dedão (uma vez ganhei uma medalha de “dedão” nas Olimpíadas!).
Não costumo ser saudosista, mas eram outros tempos. Bons tempos, certamente!
Onde existiam educadores, na acepção do termo. Sem a presença dos “politicamente corretos” de hoje, com suas teorias e respostas de gabinete para tudo e todos.
Em Pinheiral, quem aprontasse – e a turma aprontava! – e fosse descoberto, pegava “adivinhação”. Experimenta fazer isso hoje! Processo e cadeia!
Qdo fui a Pinheiral pela primeira vez (1970), a energia elétrica era gerada lá mesmo, em uma roda d’água ali nas proximidades do Vale do Sabiá (que hoje não mais existe). A potência era fraquíssima e só era ligada à noite.
Banhos? Só na lagoa. Viagem? De caminhão (pau-de-arara). E a turma dos “pequenos” ficava de 27 de janeiro a 17 de fevereiro. Dava tempo até de escrever carta pra família! E ele nos estimulava a fazer isso!
Quando levei minha primeira turma de alunos, como responsável pela turma, tinha 21 anos (1978). Que loucura!
- comecei a dar aula no colégio com 20 anos -. Foi qdo deixei a barba crescer, para parecer mais velho!
Quem me ajudou qdo iniciei como professor do colégio? Pe. Guido! Quem me ajudou qdo levei minha primeira turma de alunos a Pinheiral? Pe. Guido.
Quem realizou meu casamento? Pe Guido. Quem batizou meu filho? Pe. Guido (qdo minhas filhas foram batizadas ele não pode estar aqui).
Aliás, qdo celebrou meu casamento ele tinha acabado de chegar “do” Pinheiral. E sem nem mesmo tomar banho realizou a cerimônia – claro que perguntou se não estávamos sentindo o “cheiro de Pinheiral”, impregnado nele! Típico!!
Quando minha filha mais velha (Giselle) ia conosco a Pinheiral – na primeira vez ela tinha 3 meses - , advinha quem ajudava a fazê-la dormir, embalando-a com aqueles braços imensos?
Qdo eu levantava pra dar o apito e acordar a turma, ele sempre já estava na cozinha, tomando o chimarrão e “aquecendo” na chapa do fogão à lenha uns pedaços de carne, que comia praticamente crua e sem sal.
Foi com ele que aprendi a tomar “caipirinha de agrião”, que íamos pegar no fundo do pasto.
Aliás, que saudade daquele chá que ele fazia a noite, que curava “de unha encravada até câncer”!, lembram?!
Quantas conversas intermináveis, quantos papos?!
E que bom vê-lo chegar aos oitenta anos alegre e saudável!!!
na chpa do foginha, tomando o chimarrpre jraços?o a Pinheiral - a s.
aluno, tambÉ por isso que digo que o Pe. Guido é um referencial em minha caminhada!
Outra coisa maravilhosa deste dia foi encontrar com tanta gente que de há tempos não via. Pessoas que ficaram marcadas em minha memória afetiva.
Vocês podem ter certeza de que se fica um pouquinho do professor em cada aluno, também fica uma parcela de cada aluno no professor. Principalmente quando o relacionamento extrapola o “apenas” professor-aluno e surge um sentimento maior: amizade.
Ou vocês acham que o relacionamento que tínhamos em Pinheiral era de professor-aluno?
Claro que ia muito além!
E, hoje, na homenagem ao Pe. Guido podíamos perceber representantes de várias gerações. Desde o time mais “jovem” - Mariela, Patrícia, Robertinha Cherem e outros, até “dinossauros” como o Portela (Luiz Augusto), Afonso Galinha e o Pinto. Claro, sem contar com o João Emídio (Capela) e o Dionísio (“tá” bem, me incluo entre esses!!).
Também achei sensacional a presença de vários pais!
E a festa foi show!
O vídeo foi fantástico (pois deixou um gostinho de “quero-mais”)! Se tivesse durando mais uma hora, certamente também teríamos adorado.
Virgínia, querida, quero uma cópia, tá?! Assim como gostaria de ver as fotos tiradas por você e pela Fernanda.
Queridos, obrigado pelo dia e Pe. Guido, obrigado por você existir em nossas vidas!
Abraço a todos!
Creio que o Pe. Guido adorou, pois sua emoção era clara!
Fiquei muito feliz em vê-lo agradecendo a homenagem, ele que muitas vezes não teve seu trabalho reconhecido dentro de seu próprio meio, o Colégio Catarinense. Mas que sempre foi adorado pela maioria absoluta de seus alunos. Que se tornaram seus amigos!
Pe. Guido, o senhor pode ficar certo de que jamais será expulso de nossos corações, sua lembrança será eterna entre todos nós. Que o amamos do jeito que o senhor é, com seus ensinamentos, seu sorriso, suas broncas e seus superlativos!.
Estava fazendo as contas, quando ele foi meu professor tinha trinta e oito anos (início de 1968). Era aquele cara grandão, sempre de batina, que tinha a capacidade incrível de me entender.
Quantas idas à sua sala, para brincar ou conversar!
Quantas vezes ficamos na fila para jogar dedão ou ping-pong!
Quando vejo a criançada de hoje brincar diante de um computador, sinto pena. Certamente eles não encontraram um Pe. Guido em suas vidas. E, claro, não tem a menor idéia do que é jogar dedão (uma vez ganhei uma medalha de “dedão” nas Olimpíadas!).
Não costumo ser saudosista, mas eram outros tempos. Bons tempos, certamente!
Onde existiam educadores, na acepção do termo. Sem a presença dos “politicamente corretos” de hoje, com suas teorias e respostas de gabinete para tudo e todos.
Em Pinheiral, quem aprontasse – e a turma aprontava! – e fosse descoberto, pegava “adivinhação”. Experimenta fazer isso hoje! Processo e cadeia!
Qdo fui a Pinheiral pela primeira vez (1970), a energia elétrica era gerada lá mesmo, em uma roda d’água ali nas proximidades do Vale do Sabiá (que hoje não mais existe). A potência era fraquíssima e só era ligada à noite.
Banhos? Só na lagoa. Viagem? De caminhão (pau-de-arara). E a turma dos “pequenos” ficava de 27 de janeiro a 17 de fevereiro. Dava tempo até de escrever carta pra família! E ele nos estimulava a fazer isso!
Quando levei minha primeira turma de alunos, como responsável pela turma, tinha 21 anos (1978). Que loucura!
- comecei a dar aula no colégio com 20 anos -. Foi qdo deixei a barba crescer, para parecer mais velho!
Quem me ajudou qdo iniciei como professor do colégio? Pe. Guido! Quem me ajudou qdo levei minha primeira turma de alunos a Pinheiral? Pe. Guido.
Quem realizou meu casamento? Pe Guido. Quem batizou meu filho? Pe. Guido (qdo minhas filhas foram batizadas ele não pode estar aqui).
Aliás, qdo celebrou meu casamento ele tinha acabado de chegar “do” Pinheiral. E sem nem mesmo tomar banho realizou a cerimônia – claro que perguntou se não estávamos sentindo o “cheiro de Pinheiral”, impregnado nele! Típico!!
Quando minha filha mais velha (Giselle) ia conosco a Pinheiral – na primeira vez ela tinha 3 meses - , advinha quem ajudava a fazê-la dormir, embalando-a com aqueles braços imensos?
Qdo eu levantava pra dar o apito e acordar a turma, ele sempre já estava na cozinha, tomando o chimarrão e “aquecendo” na chapa do fogão à lenha uns pedaços de carne, que comia praticamente crua e sem sal.
Foi com ele que aprendi a tomar “caipirinha de agrião”, que íamos pegar no fundo do pasto.
Aliás, que saudade daquele chá que ele fazia a noite, que curava “de unha encravada até câncer”!, lembram?!
Quantas conversas intermináveis, quantos papos?!
E que bom vê-lo chegar aos oitenta anos alegre e saudável!!!
na chpa do foginha, tomando o chimarrpre jraços?o a Pinheiral - a s.
aluno, tambÉ por isso que digo que o Pe. Guido é um referencial em minha caminhada!
Outra coisa maravilhosa deste dia foi encontrar com tanta gente que de há tempos não via. Pessoas que ficaram marcadas em minha memória afetiva.
Vocês podem ter certeza de que se fica um pouquinho do professor em cada aluno, também fica uma parcela de cada aluno no professor. Principalmente quando o relacionamento extrapola o “apenas” professor-aluno e surge um sentimento maior: amizade.
Ou vocês acham que o relacionamento que tínhamos em Pinheiral era de professor-aluno?
Claro que ia muito além!
E, hoje, na homenagem ao Pe. Guido podíamos perceber representantes de várias gerações. Desde o time mais “jovem” - Mariela, Patrícia, Robertinha Cherem e outros, até “dinossauros” como o Portela (Luiz Augusto), Afonso Galinha e o Pinto. Claro, sem contar com o João Emídio (Capela) e o Dionísio (“tá” bem, me incluo entre esses!!).
Também achei sensacional a presença de vários pais!
E a festa foi show!
O vídeo foi fantástico (pois deixou um gostinho de “quero-mais”)! Se tivesse durando mais uma hora, certamente também teríamos adorado.
Virgínia, querida, quero uma cópia, tá?! Assim como gostaria de ver as fotos tiradas por você e pela Fernanda.
Queridos, obrigado pelo dia e Pe. Guido, obrigado por você existir em nossas vidas!
Abraço a todos!

15-julho-1987 - Pe. Guido batizando meu filho Guilherme (comos avós maternos Marialva e Sada). Ao fundo, meu irmão Gilberto (Giba) com minha filha Giselle no colo. Atrás, Gabriel Antônio Pereira Filho (Sapo), com seus pais Gabriel e dona Iolanda.
- outubro de 2005 - Centenário do Colégio Catarinense - Pe. Guido e Edson (Cebola).
